InspirAÇÕES: Uma carreira pautada no acolhimento e humanização

Servidora liderou criação do Serviço Psicossocial Clínico.

 

    Há 27 anos, surgia no Tribunal de Justiça de São Paulo o Serviço Psicossocial Clínico, setor dedicado à humanização e saúde mental de magistrados e servidores da Corte paulista. A iniciativa partiu de dois desembargadores – Jose Adriano Marrey Neto e Antonio Carlos Munhoz Soares – que, preocupados com a saúde mental e emocional dos funcionários, convidaram a assistente social judiciário Rosemary Andrade Ungaretti de Godoy para conduzir a criação e implementação do novo serviço no Tribunal paulista.

    Graduada em Serviço Social, especialista em Terapia de Casal e Família, e pós-graduada em Abordagem Junguiana, a supervisora entrou no TJSP em 1987, atuando nas varas da Infância e Juventude de Diadema e Santo Amaro e na Vara de Família do Fórum João Mendes Junior, até o dia em que recebeu um telefonema que mudaria sua trajetória e, futuramente, a de milhares de servidores. “O desembargador Marrey Neto estava muito preocupado com a saúde dos servidores e me procurou com a ideia de criarmos algum serviço de atendimento e acolhimento aos funcionários dentro do Tribunal. Já no dia seguinte, nos reunimos em seu gabinete para tratar do assunto”, contou ela. Na reunião, esteve presente também o desembargador Antonio Carlos Munhoz Soares que se tornou, desde então, o principal apoiador do Serviço Psicossocial Clínico, até sua aposentadoria, em 2011.

    O desafio foi prontamente aceito por Rosemary, que contou com o apoio irrestrito das colegas Maria Celeste Anderson e Maria Madalena Bicudo de Albuquerque. Com a coragem e esforço da equipe, o setor tomou forma e, assim, foi instaurado em 15 de março de 1995. Atualmente a equipe conta 59 técnicos e assistentes atuando em 10 cidades do interior e na Capital. “Começamos em uma pequena sala cedida pela Apamagis. Depois o departamento cresceu e precisamos mudar para um espaço maior. Muitos desacreditaram do setor. Fomos questionados diversas vezes, porque há certo preconceito quando falamos de saúde mental, mas o atendimento sempre foi de excelência, de primeiro mundo”, destacou.

    A servidora afirma que os preceitos que regem o serviço desde sua fundação – a procura espontânea e sigilo absoluto –, permaneceram íntegros nos 27 anos de atuação para evitar que situações de crise emocional se tornem crônicas ou se agravem, comprometendo a vida pessoal ou profissional dos funcionários.

    A pandemia de Covid-19 marcou o trabalho de Rosemary nos últimos tempos. “Com a chegada do vírus, o distanciamento e o isolamento social, novos medos e ansiedades se instalaram nas pessoas. O serviço psicossocial teve de se adaptar para continuar atendendo no sistema remoto, o que nunca imaginávamos ser possível. Mas começamos e percebemos que o virtual, certamente, veio para ficar.” Segundo ela, comarcas do interior que tinham dificuldade de acesso puderam se beneficiar do atendimento do setor em um período de tanta necessidade e preocupação com a saúde mental.

    O setor se consolidou, sempre com o apoio integral do desembargador Munhoz Soares e, atualmente, da desembargadora Maria Cristina Zucchi, presidente da Comissão de Coordenação do Serviço de Atendimento Psicossocial aos Magistrados e Funcionários do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

O desafio proposto à assistente social décadas atrás – e cumprido com louvor –, serviu de inspiração para outro projeto: o Grupo de Mulheres na Maturidade. “Depois dos primeiros anos de trabalho no Psicossocial, iniciei uma especialização em que abordei como tema de pesquisa a presença da mulher no TJSP. A partir desse estudo, decidi que iria iniciar um projeto somente com mulheres no Tribunal. Como eu mesma já estava vivendo o processo de envelhecimento, pensei, então, em trabalhar com mulheres da terceira idade.” Há 20 anos, o grupo acolhe servidoras aposentadas ou prestes a se aposentar.

    Rosemary Andrade se aposentou em 16 de novembro, mas sua disposição e amor pelo ofício de acolher, ouvir e contribuir para o bem-estar psicológico e emocional das pessoas não cessaram. “Amo o que faço e quero continuar. Saio do TJSP com o sentimento de dever cumprido, muito honrada e feliz por todo o trabalho desenvolvido, amigos que fiz e todos que encontrei pelo caminho. O TJSP estará sempre dentro de mim.”

 

    Comunicação Social TJSP – TM (texto) / PS (foto)

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