EPM inicia curso sobre finanças públicas e orçamento

        Nesta terça-feira (27) iniciou, na Escola Paulista da Magistratura (EPM), o curso de extensão universitária Finanças Públicas e Orçamento. A aula inaugural, “Planejamento Estratégico”, foi proferida pela agente de fiscalização financeira Maria Luiza Costa Pascale e teve a participação do desembargador José Roberto Peiretti de Godoy, coordenador do curso. 
        Realizado sempre às terças-feiras, o curso tem como subcoordenador o juiz Francisco Carlos Inouye Shintate. Entre os mais de 100 alunos, estão magistrados, advogados, funcionários do TJSP e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) e outros funcionários públicos.

        Planejamento estratégico
        
Integrante do núcleo gestor de planejamento estratégico do TCESP explicou como é elaborado esse planejamento, destacando a importância do estabelecimento de objetivos estratégicos, indicadores de resultados e metas, antes de se iniciar um projeto ou ação. “Essas ações devem ser articuladas, entre si, dentro da organização. 
        A palestrante discorreu, também, sobre os procedimentos para a formalização do planejamento e para sua execução, salientando que é preciso avaliá-lo e revisá-lo, quando necessário. “O planejamento estratégico leva à gestão estratégica, que tem o papel de possibilitar o acompanhamento constante da execução”, observou, acrescentando que cada um pode fazer seu plano estratégico, começando a pensar de forma organizada.
        Nesse sentido, chamou a atenção para o foco do planejamento, que é o “capital humano”, citando o autor Peter Senge: “nenhuma mudança organizacional significativa pode ser realizada sem que se efetuem profundas mudanças nas formas de pensar e interagir das pessoas”.
        Em relação ao Judiciário, recordou que a Resolução 70/09 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) definiu o roteiro de gestão administrativa a ser seguido pelos tribunais, estabelecendo dez metas. Ela observou que, embora os temas sejam conhecidos – acesso à Justiça e agilidade processual, entre outros –, têm o mérito de alinhar os tribunais em um único propósito na prestação jurisdicional. “Todos passaram a ter o mesmo foco, porque a Resolução teve como objetivo dar uma linha comum de ação”, afirmou, lembrando que as propostas orçamentárias de cada tribunal devem estar alinhadas aos seus planejamentos estratégicos.
        Por fim, Maria Luiza Costa Pascale salientou que o planejamento permite que as ocorrências sejam antecipadas, criando, por exemplo, planos contingenciais, e concluiu sua exposição citando o autor Peter Druker: “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo”.
        Encerrando o evento, o desembargador Peiretti de Godoy saudou o interesse despertado pelo curso entre os funcionários do Tribunal de Justiça e do Tribunal de Contas e ponderou que o curso da EPM representa uma semente, nesses tribunais, para a criação de uma escola de administração de funcionários. Ele observou que utilizou o planejamento estratégico em seu próprio gabinete e conseguiu zerar seu acervo em 2010, resultado também obtido por outros colegas. “Isso demonstra que é possível tornar a Justiça mais rápida, sendo necessário, para isso, um bom planejamento, com metas e divisões de trabalho e a colaboração de todos os funcionários”, concluiu.

        Comunicação Social TJSP – MA (texto e foto)
        imprensaepm@tjsp.jus.br

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