Juízes e servidores participam de evento sobre redes sociais
O Tribunal de Justiça de São Paulo realizou hoje (22) o simpósio “Webcidadania e a democracia em tempos digitais”. O evento aconteceu no Salão do Júri do Palácio da Justiça e foi direcionado para magistrados e servidores com o objetivo de discutir o recente fenômeno mundial das redes sociais e como as novas mídias podem contribuir com o trabalho da Justiça. As palestras foram transmitidas pela internet e tiveram cerca de 600 acessos.
O presidente do TJSP, desembargador Ivan Sartori, que é usuário ativo das redes e já manteve um blog, abriu o evento e destacou a importância desse novo modelo de comunicação para a democracia. “O cidadão passa a ter voz. E com o ingresso do TJSP no Facebook, Twitter e Youtube nos aproximamos mais dos servidores e jurisdicionados, que podem se manifestar pelas redes”, afirmou.
Sartori passou a palavra para o juiz assessor da Presidência, Fernando Tasso, que coordena a área de informática ao lado do juiz Gustavo Santini Teodoro. Tasso fez uma apresentação sobre o Tribunal de Justiça nas redes sociais. Hoje a página do TJSP no Facebook conta com mais de 5.300 seguidores e, no Twitter, com cerca de 3.700. Ele explicou que os perfis foram criados para aprimorar a comunicação da instituição e usar os canais de internet para a prestação de serviços. “Incluímos informações de interesse público e já fizemos a transmissão de julgamentos pelo Twitter”, contou.
Alexandre Hohagen, presidente do Facebook na América Latina, falou sobre a presença da empresa no mundo e disse que o Brasil é o segundo país com maior número de usuários, só perdendo para os Estados Unidos. Hohagen citou alguns exemplos de como a notícia ganha velocidade nas redes sociais, situação inimaginável há poucos anos. “Quando eu era adolescente visitei um museu das comunicações que apresentava o fax como o futuro. Hoje o email já é considerado ultrapassado para alguns jovens”, contou.
Ele também afirmou que as redes sociais têm muita relevância porque, apesar de novas tecnologias e plataformas surgirem a cada dia, o comportamento humano continua o mesmo – as pessoas gostam de se socializar, contar, compartilhar. “O Tribunal de Justiça de São Paulo está no caminho certo, alinhado com as transformações da comunicação”, disse.
O historiador Ari Meneghini, diretor executivo do IAB Brasil, empresa especializada em mídia interativa, apresentou alguns números da internet no Brasil. São 80 milhões de internautas, 3 bilhões de vídeos vistos por dia, 5 bilhões de smartphones e os dados revelam sua relevância: “Hoje a internet é a mídia mais consumida entre os brasileiros conectados. No País são gastos cerca de R$ 3,4 bilhões com publicidade digital. Mas ainda há muito espaço para crescer. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse número atinge R$ 31 bilhões”, disse.
A última palestra do dia foi proferida por Gil Giardelli, professor e CEO Gaia Creative – empresa de gestão e inovação em mídias sociais – que abordou a colaboração humana na sociedade digital. Em sua apresentação, Giardelli apresentou vários exemplos de como as redes podem ser usadas para o chamado “social good”, ou seja, quando ela é usada para ajudar as pessoas. “Hoje podemos conhecer histórias das quais jamais tomaríamos conhecimento sem a internet. E isso está transformando o mundo. Grandes corporações e autoridades precisaram se adaptar”.
O evento foi encerrado pelo presidente da Seção de Direito Criminal do TJSP, desembargador Antonio Carlos Tristão Ribeiro. “Hoje, o Tribunal de Justiça, que sempre cultuou o formalismo, abriu as portas para receber um evento tecnológico e trouxe três palestrantes que apresentaram outra visão do mundo. Foram exposições muito enriquecedoras e nos ajudarão a modernizar a instituição.”
Comunicação Social TJSP – CA (texto) AC (fotos)