MUSEU

Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo

Interna do Museu

Com o propósito de preservar os elementos materiais relacionados com a vida e as tradições do Tribunal de Justiça, o desembargador Tácito Morbach de Góes Nobre, por meio da Portaria nº 1.580/73, de 27 de junho de 1973, instituiu uma Comissão Permanente para coletar os referidos elementos de natureza histórica – base do futuro Museu da Corte –, constituído por quatro desembargadores e sob a presidência do chefe do Poder Judiciário.

Em 1994, o então presidente do TJSP, desembargador José Alberto Weiss de Andrade, criou, por meio da Portaria nº 2.815/94, o Minimuseu do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, nomeando como coordenador o desembargador José Rubens Prestes Barra.

Inaugurado no dia 1º de fevereiro de 1995, o setor cultural – cujo objetivo principal era fazer o levantamento de todo o acervo existente no Estado de São Paulo para designar locais adequados ao seu uso e exposição, bem como à sua preservação e segurança – foi instalado ao lado do Plenário do Tribunal do Júri, no 2º andar do Palácio da Justiça, contando com uma sala de exposição permanente.

Em 1997, com a publicação do Provimento nº 575/97, o Minimuseu teve sua denominação alterada para Museu do Tribunal de Justiça, tendo por atribuição a catalogação e restauro de documentos e objetos.

Em 4 de fevereiro de 1998, por meio da Portaria nº 3.186/98, o então presidente, desembargador Dirceu de Mello, nomeou o desembargador Emeric Lévay para desempenhar as funções de coordenador do Museu, onde permaneceu até o seu falecimento, em 24 de outubro de 2004.

Em meados de 1999, após a expansão de suas dependências, o Museu passou a contar com duas salas de exposições permanentes.

Em 29 de novembro de 2004, o desembargador Luiz Elias Tâmbara, presidente do TJSP, nomeou, através da Portaria nº 7.214/04, o desembargador Alexandre Moreira Germano para exercer o cargo de coordenador do setor, função que ocupou até 2017.

Atualmente, o Museu do Tribunal está instalado no Palacete Conde de Sarzedas, edifício construído no final do século XIX, restaurado e tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), que guarda em sua estrutura e decoração lembranças da São Paulo de antigamente.

Coordenado desde 2018 pelo desembargador Octavio Augusto Machado de Barros Filho, o setor busca levar conhecimento histórico-cultural à população paulista e servir de espaço cultural onde são constantemente realizadas exposições temporárias.

O objetivo do Museu é, também, preservar para as novas gerações a história, assim como objetos ligados à evolução do Poder Judiciário paulista, sem esquecer os eminentes vultos do passado que marcaram época, desde a implantação do Tribunal da Relação, em fevereiro de 1874, na então Província de São Paulo.